terça-feira, 31 de maio de 2011

Empregos que eu não poderia ter



A internet é um meio fantástico para se conseguir coisas, desde dinheiro via vaquinhas até empregos. É por isso que muita gente faz da rede mais uma arma para se colocar no mercado. Se você conhecer um número razoável de pessoas legais, for um bom profissional ( e não estou falando apenas de uma formação sensacional e experiências épicas) é bem possível que com três twitadas ou menos uma linda oportunidade se abra, no melhor estilo "porta da esperança com final feliz". Então muita gente espalha aos quatro cantos o que sabem fazer, como gostariam de trabalhar na empresa X, e ai começam fazendo vídeos, sites engraçadinhos, "coisas" surpresas para agências...

Todo tipo de coisa que mostre o quanto elas carregam o espírito da empresa desejada, e o quanto elas elas estão prontas para o cargo em questão. Ponto para vocês que fazem isto, meus parabéns pela coragem. Eu vou seguir a minha linha, nem sempre racional, e falar sobre empregos que eu nunca poderia ter.

#1-Cinegrafista da National Geographic

Minhas lembranças com sobre a National Geographic são antigas e boas. Eu era uma criança que assistia a tv Cultura, praticamente todos os programas. Na época era demais, vocês se lembram da Familia Twist? do Teatro dos contos de fada? do Ra-tim-bum? Além destes, eu adorava os documentários de bichos da NatGeo (vou usar a abreviação moderna deles daqui pra frente ok?). A vida dos macaquinhos, dos coelinhos, de bichinhos em geral. Era fascinante assistir aquelas cenas e se sentir alí, no meio da selva. Eu pensava "nossa, imagina que legal passar o dia, ver esse monte de bichos,viajar e ainda ganhar pra isso". É, na minha mente infantil era tudo coisa simples, acontecia no mesmo timing do programa e o bônus era poder dar carinho a eles (eu tinha uns 7 anos e nenhuma noção de o quanto animais selvagens não são tão amigáveis).

Esse pensamento e a idéia realmente me agradavam, até que comecei assistir os documentários mais fortes e ver filhotinhos de qualquer coisa sendo estraçalhados por predadores. Que agonia!!! eu ficava inconformada pensando "como o cara que filma isso não taca uma pedra, um galho ou qualquer coisa pra alertar os filhotinhos?" (são sempre filhotinhos, impressionante) . Passou o tempo e eu aprendi que isso é parte da vida, e que se eu quisesse ser parte do #teamNatGeo não poderia interferir no curso natural das coisas. Ou seja, nada de assustar hienas prestes a atacar filhotinhos de leão durante a filmagem, nada de fazer leões tropeçarem para não alcançar as gazelas meigas. A dura realidade de constatar: não posso ser uma cinegrafista da National Geographic.

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